Friday, January 23, 2009

Um Documentário que pode mudar a visão de muitos!!!


Este documentario é muito bom

For the bible tells me so




documentário interessante sobre a homossexualidade na bíblia.
Em Um Link só agora!!!!
http://www.megaupload.com/pt/?d=1G6OYJUB


.


Vale muito a pena Ver!!!

Muitos de nós nos escondemos a sombras para não ver nossos entes queridos se distanciarem ou nos repudiarem por nossa condição sexxual.
Este documentário acredito será de muita ajuda pra quem ainda esta nesta condição.



É um documentário onde aparecem diversos pais e filhos Inclusive o Vice Presidente dos USA e sua Filha.
Muitos Bispos , Padres e religiosos dão depoimentos.
Não se espantem com o começo, pois eles mostram os radicais em pregações para poder dar os parâmetros.
Pais que depois de hostilizarem seus filhos por conta de seus princípios religiosos, passam a fazer campanhas contra igrejas que pregam a homofibia!!!!!!!!!!


Friday, January 16, 2009

Bem ou mal, falem de mim!

Quando assumi minha orientação sexual para minha mãe, dentre tantas crueldades ignorantes que ela vociferou, algo que ela sempre alegava, era a imagem vulgar que se tem sobre os homossexuais. Falava que os gays são promíscuos, extravagantes, indiscretos, escandalosos, e por aí vai. Dizia que os homossexuais nunca atingem o sucesso profissional, e são sempre problemáticos, depressivos, agressivos, e por aí vai.
É claro que essas coisas não são verdadeiras, mas nesses anos de militância pela causa gay, percebi que essa visão deturpada que minha mãe tem, é a visão da maior parte da sociedade. Quando me pego pensando acerca dos motivos para isso, meu espírito empírico de cientista me faz questionar para obter respostas. E a primeira pergunta é: Quem são os gays, para essa sociedade?
Deixo, para depois retomar, as observações provenientes dessa parte heterossexual ignorante da sociedade, a fim de agora relatar observações em conversas dentro do meu grupo de amizades.
Os meus amigos, como eu, são pessoas discretas. Todos muito bem instruídos, formados, bem sucedidos em suas carreiras, ou a caminho de. São pessoas com boas bases familiares, o que não significa, obviamente, que tenham o apoio de seus pais. Procuram não se expor; alguns não são assumidos. À parte sua indiscutível inteligência, ouço, ás vezes, com grande tristeza, tecerem o seguinte comentário: "Eu não gosto dos gays tipo 'bicha afetada', que dão escândalo e sujam a imagem dos gays para a sociedade hetero lá fora".

Eis a resposta para aquela pergunta. É esse o gay que a sociedade conhece. O que se expõe, que dá a cara a tapa, que fala, que gesticula, que dá risada, que exerce sua orientação sexual em público.

Eu, particularmente, não gosto de extravagâncias, excessos. Prefiro a discrição. Mas isso, não é em relação à minha orientação sexual: estende-se a todos os setores da minha vida. Não me relaciono em nenhum, sentido com pessoas escandalosas, não por preconceito, mas porque não temos muito em comum.

Entretanto, venho por meio desse post, pedir e, argumentar em favor disso, que se respeite a diversidade comportamental dentro da homossexualidade. Constata-se, com grande pesar, que a homofobia não está restrita aos heterossexuais. Ouço homossexuais destilando seu preconceito contra transexuais, contra transgêneros, contra os gays afeminados, contra as lésbicas masculinizadas, e isso é uma pena.

Porque esses, meus caros, são os gays que a sociedade conhece. Eles estão promovendo a visibilidade gay no mundo. Eles estão polemizando, fazendo divergir opinião, incomodando, alertando, encantando.

E se minha mãe acha que todo gay é vulgar, extravagante, descomedido, não é porque aqueles gays extravagantes e excessivamente espontâneos estão sujando a imagem dos homossexuais. Eles estão apenas excercendo o direito pleno de serem eles mesmos. É porque pessoas como eu e meus amigos, que somos discretos, não nos expomos. Não nos impomos.

Eu ergo uma bandeira a favor do direito e do dever. Você tem o direito de não se expor, se você acha que a sociedade ainda é preconceituosa demais para que você possa se assumir publicamente sem se prejudicar. Mas então, você terá o dever de respeitar todas aquelas pessoas que se expõe, e você terá o dever de compreender e aceitar que, se você não promove a visibilidade gay no mundo, terá que aceitar aquela imagem feita pelos que a promovem.

Wednesday, January 14, 2009

Dica de Leitura: Orlando

Orlando - por Virginia Woolf

Sinopse:
O mais popular livro de Virgínia Woolf, "Orlando" é uma biografia fantástica de um nobre inglês nascido no século XVI que se transforma em mulher e atravessa o tempo até chegar aos anos 20 do século XX. Orlando está constantemente em busca do amor e da arte. Através das aventuras e desventuras do personagem, Virgínia Woolf apresenta um panorama das transformações sofridas pela Inglaterra e traça divertidas comparações entre homens e mulheres, que acima de tudo servem para desenhar Orlando como um ser humano, independente do sexo.

Bom, to apaixonada. Comecei a ler e está uma delícia.É o segundo livro que leio de Virginia(o outro foi Mrs Dalloway) e esse é simplesmente lindo.Logo foi buscar mais informações dos bastidores da trama.
Pra começar existe um filme sobre o livro, alias a belíssima e singular atris Tilda Swinton(logo abaixo) interpreta Orlando, a personagem título do livro e filme.Não vi o filme* mas achei um link pra baixar e dei uma olhada no trailer disponível no youtube.**


Depois eu quis entender um pouco mais sobre a obra em si.Como é sabido, Virginia nutriu um amor por uma guria, uma coisa meio doentia.Há quem diga que Orlando é uma homenagem a esse amor,por isso a autora construiu o personagem imortal, belo e perfeito. realmente não há quem não se apaixone por Orlando.
Há quem diga que Orlando é apenas uma crítica aos costumes sociais que definem o ser homem e o ser mulher e por isso é um romance bastante feminista pra época.O tempo inteiro, no atravessar dos anos, a autora critica posturas machistas e também as ironiza.
Outro aspecto fascinante no livro ( possivelmente no filme) é a viagem pelos eventos históricos europeus.

Eu, acho que fundamentalmente,e Orlando faz parte da visão da autora acerca do mundo e até mesmo sobre o romance que possivelmente nutriu pela tal guria. Por isso as críticas sobre as regras sociais que definem o "ser' homem e o "ser ' mulher.Há momentos em que Orlando é um ser tão ideal que fica impossivel saber se ele é ou não humano,por que é tão perfeito que nao pode ser humano.Talvez orlando seja apenas um desejo da autora, de que o ser , homem ou mulher, fosse Orlando, e é isso que o torna humano.

O que dizer, Orlando não é ele, nem ela. Orlando é humano (ou um desejo materializado para Toda a sociedade). E por isso, sendo uma "homenagem ao amor" ou "uma crítica social", é fácil se apaixonar por Orlando, independente do sexo que o/a abriga.


** http://br.youtube.com/watch?v=jFMmMh288pE

* http://7ma-arte.blogspot.com/2008/12/orlando-mulher-imortal.html

Orlando

Orlando - por virginia Wool

Wednesday, January 7, 2009

Perfeito comentário sobre a declaração do Papa!!!

Perfeita a celebração do espírito natalino pelo Bento XVI: quer coisa mais fraterna que comparar nós, gays e filhos de Deus, com as florestas tropicais? Tudo bem que eu tenho este DNA de Carmem Miranda, onde sempre cabe mais uma palmeira ou um abacaxi; mas daí a dizer que salvar as matas virgens seria, para ele, tão importante quanto salvar a humanidade da prática homossexual, me parece uma supervalorização de questão tão.... tão.... gozada! Um doce, esta criatura santificada, né não? Mas alguém precisa explicar pro supremo sacerdote que a importância da selva é justamente a bio-diversidade. Muita coisa viva diferente, vivendo em paz, cada qual com seu cada um. Precisamos aprender com as folhagens, que nos ensinam que tem lugar para tudo e todos, dos vermes aos deuses, e já que a maioria vai continuar se reproduzindo, mesmo, da forma papai e mamãe, a perpetuação das espécies estará garantida. Além disso, temos que garantir a felicidade que vem da verdade interior de cada ser vivente. Lá tem macaco, boto, borboleta, árvores diversas, insetos inimagináveis. Tem até boto-cor-de-rosa, como este que vos escreve. O que não significa dizer que não existam mariposas que transam com outras mariposas do mesmo sexo, ou mesmo uma árvore que sinta desejo de não transar com árvore, mas sim com as águas do igarapé. Todos têm direito sobre seus desejos e sexualidades. Precisamos parar de temer o diferente, porque o mundo não é gay, e os heteros não precisam se preocupar com a premissa: "todo mundo vai virar gay!". Não, não vai acontecer porque não vai, e pronto. Desde que o mundo é mundo que é assim. Nos deixem em paz, porque nós temos deixado vocês viverem em paz há milênios. Parem de nos demonizar, parem de nos perseguir. Há coisas mais importantes a fazer, para o bem da humanidade, seja lá que sexo ela pratique. Que insistência, que fixação em pênis, ânus e vagina, meu Deus. Porque nós gays seríamos a destruição da humanidade, se respeitamos pai e mãe, se somos cumpridores de nossos deveres? Será porque exigimos nossos direitos? Será que os católicos acham que só existem ônus, e nenhum prazer? Talvez seja isto que explique a hipocrisia destes fervorosos que são flagrados diariamente fazendo o que todos fazem: correr atrás de suas realizações mais íntimas.
Quanto a "ouvir a linguagem da criação", ouço-a diariamente. Respeito-a, mas não a pratico, no sentido estrito de transar com mulheres. Rezo do meu jeito por todas as famílias, sempre que encontro uma grávida, carinhosamente saúdo-a com "paz para seu bebê", não cobiço (só um ou outro, mas me controlo, porque ninguém é de ferro; mas vai dizer que isto os católicos também não o fazem?) e admiro homens casados que amam suas mulheres, estarei sempre pronto a ajudar um idoso, não humilho subalternos no serviço, contribuo com creches e asilos sempre que posso, dou bom dia aos porteiros e vizinhos, mas em nenhum momento nego o que há de mais profundo em minha alma, minha atração por homens. Ciente de que não fui criado pelo sexo praticado entre iguais, que não sou produto carnal do amor homossexual, nem por isso me acho merecedor da frase de que "para salvar a humanidade é preciso exterminar o comportamento homossexual". E confesso que preferiria a morte, a sobreviver tendo que me casar com uma mulher e ter filhos com ela. Não, obrigado. Não nasci para o fingimento, e se a outra opção católica é a abstinência, sinto muito mas a-do-ro sexo com nascidos iguais a mim. A linguagem da criação vai continuar, ela é linda, mas não é a minha praia e pronto.
A expressão ecologia-humana é interessante, porque ecologia seriam as relações entre o meio ambiente e a vida, tão diversa e maravilhosa. Leopardos negros, pintados, pintosas, jaguatiricas, onças, tudo felino, mas tudo tão belamente variante. Narizes de batata, cabelos pichain, fios lisíssimos das orientais, árabes-mamelucos, nada disso me leva ao fundamentalismo do dizer papal: "quem não dançar conforme a nossa música, está fora". Se fosse fora do baile dele, eu até aceitaria, mas ele prega que eu estou fora da ecologia humana, e que eu tenho que desaparecer para salvá-la. Ui! Muito forte. Me excomungar e me proibir de entrar em seus templos, acho até que ele tem este direito, porque no fundo de minha alma não aceito seus dogmas, mas eu, ao contrário dele, não acho que seria uma salvação para a humanidade protegê-la contra o pensamento dele. As pessoas podem acreditar no que quiserem, mas não podem ser excludentes. Quem não pensar igual a mim não precisa desaparecer. Porque aí elas jogam aviões contra edifícios, em nome de Deus. Este tipo de mensagem religiosa é barra pesada, porque põe dois lados em pé de guerra. U-ó!
Não é metafísica superada, mas é incompleta, a igreja só contemplar como aceitável falar da natureza humana como homem e mulher dotados de sexualidade única. Gays são homens e mulheres dotados de outra libido, que não aceitam fingir para agradar ou se encaixar em tal metafísica. Existimos para exemplificar que esta metafísica propõe a mentira e a dor de se ser o que não se é. Proponho a metafísica da liberdade, onda cada um conta o que gosta, e a partir daí criaremos o sistema filosófico que não vai associar gosto sexual à qualidade do espírito. Nem todo hetero presta, nem toda a bicha é desumana. O que se faz na cama não define caráter nem humanismo.
"Desvio, irregularidade, ferida....". Ferir é a palavra de ordem das declarações do Vaticano. Ferir no âmago, dilacerar corações. Inquisição do terceiro milênio, cruzada anti-gay, absolutismo não esclarecido. Já foram mulheres-bruxas queimadas, já foram índios do novo mundo catequizados e dizimados, já foram negros africanos sem alma escravizados em nome de Deus. O alvo agora somos nós, gays, que desaparecidos, salvaríamos o mundo (que tenta tolamente só salvar oceanos, baleias e florestas), e segundo a máxima cristã de agora, têm que focar nesta nova salvação. Era tudo o que se precisava no final de um ano de intolerância e dor, que começou com um "porque não te calas?" do rei rico para o terceiro-mundista com cara de bugre, e terminou com uma sapatada ao cachorro-louco. Muitos outros exemplos de intolerância religiosa virão. Mas não podemos confundir as divinas e generosas ações do Criador com a manipulação humana de suas grandezas que as igrejas são. Há luz, há energia, há amor pairando no ar. Que 2009 seja repleto de democracia, verdade, liberdade e respeito à diversidade. Que arara não precise agir como periquito para poder pertencer ao grande espetáculo da criação. Somos criaturas de um criador maravilhoso, independente de religiões, e teremos sempre que honrar seu magnânimo exemplo de entendimento e riqueza de formas de vida. Ele criou a multiplicidade. De famílias, inclusive. Cristo, Alá, Tupã, Olorum, Buda, Nzambi, todos os Criadores de mãos dadas, brincando de ciranda em volta do planeta terra, na noite de ano-novo, para garantir o mais precioso bem guardado pelos corações venturosos: o bem, sem olhar a quem....

Creditos:Milton Cunha
http://odia.terra.com.br/blog/miltoncunha/

Monday, January 5, 2009

Meu filho me pediu uma boneca

Um texto tão bom como esse, dispensa comentários:
Há uns dois meses meu filho de sete anos me pediu uma boneca. Dividida entre a intelectualidade dos estudos acadêmicos e os valores que a nossa “reaça” sociedade demonstra nas questões de gênero, dei a boneca," bancando" um barulho enorme por parte da família, colegas de trabalho, ex-marido e afins. Sem contar com a censura silenciosa de alguns, revelada por olhares ou gestos. É claro que recebi apoio e solidariedade. Mas o oposto foi muito mais pesado. Confesso que compreendo. Por parte de alguns mais, por parte de outros, menos. Mas respeito.

O meu desconforto foi muito mais em relação a mim mesma do que às posturas percebidas, públicas ou anônimas, verdadeiras ou educadas. Foi duro encarar minha insegurança em assumir DE FATO uma posição em relação às minorias sociais. Foi esta imagem, refletida no espelho das relações familiares que meu filho e sua boneca me obrigaram a olhar. Tive que sustentar uma postura prática que há muito considerava como minha. Em teoria. Só descobri isto quando foi com um filho meu.

Aqui faço um parêntese: enquanto eu me torcia e retorcia constrangida, fazendo como o anão de jardim "cara de paisagem”, meu filho não estava nem aí para os olhares e comentários sobre meninos e bonecas e exibia orgulhoso a sua gorducha bailarina, penteando os seus cabelos, trocando as suas roupas, mudando o seu penteado, entre extasiado e maravilhado com as possibilidades daquele "ser" de 20 e poucos centímetros e puro látex, para onde ia: no meu trabalho, no Mestrado, pelas ruas, na casa do avô, do pai...lugares públicos ou privados para este menino não dizam nada! A cada um que afirmava que boneca não era coisa de "macho", ele perguntava candidamente: por quê?

A boneca para o meu filho foi um Lego às avessas: montava, desmontava, descobria as calcinhas (olha mamãe a calcinha dela!) maquiava, lavava, alimentava... Confesso: quando ninguém estava olhando, brincava junto com ele e me divertia à beça, me sentindo criança de novo, relembrando o prazer de simplesmente brincar!

Enquanto isso, na vida real as opiniões se dividiam entre as seguintes opções:

OPÇÃO A: Não é nada demais, é só uma fase, (os conservadores, mal disfarçando o seu mal-estar psicologizando a "coisa")

OPÇÃO B: Ele está descobrindo a sexualidade, (os moderados)

OPÇÃO C: Ele esta aprendendo a cuidar dos filhos. Por que, homem não pode cuidar dos filhos, não é? (os progressistas-liberais de extrema esquerda intelectuais, dentre eles, minha querida "profdoc" Cristina Novikoff, um bálsamo na minha vida)

OPÇÃO D: Ele está querendo chamar a atenção em protesto por tudo que passou nestes últimos tempos (os contemporizadores sociologizando a mesma "coisa")

OPÇÃO E: Este menino vai é ser "viado" mesmo! (muitos, em off, é claro!)

OPÇÃO F: Nenhuma das anteriores (mas esta opção não é aceita na pedagogização da "coisa")

E eu ali, realizando uma pesquisa disfarçada sobre o assunto, coletando os dados, tratando-os e analisando os resultados!

Mentalmente, catalogava as opiniões. Torturava-me a possibilidade entre assumir uma atitude "firme" com meu filho para não ser julgada e execrada, ou seja, aceita pelos meus pares, ou ainda pior, sucumbir num mar de disfarces, meias-mentiras, mentiras inteiras, hipocrisias...

Optei pela lealdade aos meus princípios. É neles que está o amor incondicional ao
ser humano e o respeito às diferenças, que só se consolidam se você tiver um compromisso real com a verdade. A sua verdade. Possibilitando àquilo que é estranho, ser familiar. Esta postura é uma daquelas onde a gente bota a cara, sabe, e leva muita, mas muita porrada (não é Aninha?).

Meu filho é um ser humano. Pode ser diferente ou não no sentido convencional das opções sexuais. Mas isto não é importante. É apenas uma categoria de análise. Logo, não posso abrir mão dos meus princípios, pois eles constituem a minha identidade. Mantenho-me fiel a eles.

Bem seja o que for que representa a boneca para o meu filho, o fato é que ele está feliz da vida com o seu brinquedo novo e está me pedindo outra...

O fundamental, importante e imprescindível é o amor que sinto por este mini-humano e a admiração profunda que sinto ao vê-lo cuidar tão amorosamente do irmão menor, pela sensibilidade em perceber só de olhar meu rosto, o meu estado de ânimo, mesmo se tento disfarçar (e me alertar!), pela preocupação com a o coletivo, demonstrada nas pequenas atitudes cotidianas, como não jogar papel de bala no chão ou recolher as garrafas pets que meu pai insiste em atirar no seu quintal; em demonstrar bom caráter ao não contar mentiras muito punks (aquelas que sacaneiam alguém ferindo seus sentimentos), pela comoção sincera quando vê um desvalido, pela alegria com que admira a beleza de uma florzinha safada no jardim da minha mãe e colhê-la e colocar num copo me oferecendo; ao adorar incensos e gostar livros, não com a devoção que eu gostaria, mas ok, e ao profundo amor que devota à sua Bolinha.
Me emociono ao vê-lo dormir e me assusto com a rapidez com que está tendo que amadurecer, pois a vida não tem sido fácil para ele.
Sendo assim, é muito fácil ser mãe deste ser humano de sete anos que me chama de mamãe. E se ele for gay, lésbica, hetero, bi, drag, transformista ou desejar uma cirurgia de mudança de sexo, tudo bem. Mesmo. O importante é que seja qual for o caminho escolhido, que seja pautado pelos princípios humanitários. Aqueles que fazem a gente ser decente e não nos torna indiferentes às misérias do mundo. E de quebra, que ame o seu próximo, respeitando a dignidade alheia. E que sonhe sempre com um mundo melhor, como antídoto para afastar o cinismo que ronda o cotidiano da perversidade.
Antônio, eu te amo meu filho.
Por tudo. Mas principalmente por me fazer olhar, de forma corajosa para dentro de mim mesma.
Com amor,
Mamãe.

Fonte:http://denisezinha.blogspot.com/2009/01/meu-filho-me-pediu-uma-boneca_03.html

Foto: Campanha " Orientação sexual não é uma escolha" da fundação canadense Emergence.

Tuesday, December 23, 2008

É natal, tempos de paz?

Primeiro eu vou postar a notícia. Porque fiquei Chocada, boquiaberta e juro que eu esperava algo diferente como mensagem de final de ano.



Papa compara proteção às florestas a combate ao homossexualismo

CIDADE DO VATICANO - O Papa Bento XVI comparou nesta segunda-feira a proteção às florestas ao combate ao homossexualismo em sua saudação de fim de ano à Cúria Romana, o órgão administrativo da Santa Sé. Joseph Ratzinger pediu que o mundo escute a linguagem da criação, afirmando que seu desprezo "seria a destruição do homem e, portanto, a destruição da obra de Deus". Segundo o pontífice, a posição da Santa Sé não é contra a discriminação dos gays, mas se opõe à equiparação de casais homossexuais com outros.
- O que muitas vezes é expresso e compreendido pelo termo gênero se resume, na verdade, em última instância, na autoemancipação do homem da criação e do criador. O Homem quer estar sozinho e fazer sozinho e exclusivamente o que lhe diga respeito, mas viver dessa forma é contra a verdade, é contra o espírito do Criador. As florestas tropicais merecem, sim, a nossa proteção, mas não menos digno é o homem como uma criatura, que está escrevendo uma mensagem que não significa contradição com nossa liberdade, mas sua condição - disse o Papa.

Ele afirmou que os comportamentos que vão além das relações heterossexuais são "a destruição do trabalho de Deus". Durante o discurso contra o homossexualismo, Bento XVI defendeu a criação de uma "ecologia humana", dizendo que a Igreja não pode se limitar a transferir a seus fiéis a mensagem da salvação, mas que também tem uma responsabilidade sobre a criação.

- (A Igreja) também deve proteger o homem da destruição de si mesmo. Um tipo de ecologia humana é necessária - afirmou. - Não é o homem que decide, é Deus que decide quem é homem quem é mulher.

A Igreja Católica prega que, embora a homossexualidade não seja um pecado, os atos sexuais são. O Vaticano também se opõe ao casamento gay. Em seu discurso, o Papa aproveitou para voltar a defender a conservação do casamento, recordando que o matrimônio é um sacramento instituído por Cristo.

Fonte:http://extra.globo.com/mundo/materias/2008/12/22/papa-compara-protecao-as-florestas-combate-ao-homossexualismo-587505337.asp

Desculpa, mas o que ele quis dizer é que a Igreja católica e responsável pela "salvação" dos homossexuais, ou seja gay só pode ser celibatário ou transar com sexo oposto. Ele condena o homossexualismo mas não a homossexualidade.*
O que ele propõe é uma verdadeira caçada aos gays. Compara burramente, gênero( feminino e masculino)com orientação sexual.

Novamente me desculpo, mas ninguém vai em convencer de que esse homem antes de tudo é um nazista. Primeiro pelas suas concepções teóricas com a tal "ecologia humana", pensamento partilhado por Hatzel principal teórico do "espaço vital", ou seja uma nção para crescer e expandir precisa de um espaço onde exerça o poder, o controle e explore. Quanto maior essa nação, maior esse espaço. Além disso, Para Ratzel, promover a história significa, em primeiro lugar, acelerar a luta pela vida, a seleção natural, entre as comunidades humanas (ou estados), no sentido darwiniano.

A idéia de ecologia do Papa, ou como eu prefiro chamar Papa "Dona Benta" XVI,é a mesma de Hatzel "preservação do mais forte" e eliminação dos "defeituosos' pro assim dizer. Ele considera que heterossexuais são os que devem ser preservado por que de acordo com a teoria cristã são o "lado' correto e perpetuador da espécie.Ou to enganada?

Segundo, pela bela história de vida do senhor Joseph Ratzinger, que serviu a SS alemã em tempos de guerra. Vamos aos pontos básicos. Naquela época ele havia decidido ser padre, nos sabemos que quem encarava o seminário, seja no Brasil seja em qualquer parte do mundo, tinha que ter grana pra bancar os estudos e o internato.Logo a família dele tinha grana.E ele conta em sua autobiografia* que foi forçado a servir ao partido nazista e sua familia fugiu 4 vezes da perseguição alemã. Me engana que eu gosto. Fofo, se vc é contra um regime ,sua familia é perseguida no seu país e vc se alista para trabalhar nesse regime que voce condena, o que voce faz se voce tem dinheiro, como era o caso dele? PEDE ASILO POLÌTICO EM OUTRO PAÌS!E lá busca lutar contra esse regime. igualzinho Muitos padres fizeram anos mais tarde durante as ditaduras latinas, por exemplo.

Sinceramente, me parece que essa é Nuam verdade que a igreja "toda poderosa' Católica com os seus mais de 16 trilhões de saldo em positivo em conta bancária, se esforça em esconder, forjando essas historinhas pra boi dormir.

Terceiro, nesse discurso eufemizado dele percebe-se claramente que ele promove uma caçada aos homossexuais. Igualzinha a "titia" Hitler.Embora existam indícios de que Hitler fosse na verdade um gay mal resolvido - vejam a semelhança bizarra do Dona Benta agora- que buscava eliminar os homossexuais da face da terra para que apenas heterossexuais existissem---> seleção natural de darwin, ou estou novamente enganada?



Ah mais o Papa não disse que é pra matar ninguém. É não disse. Mas disse que tem que "curar"..Curar o que? Ninguém aqui é doente. Ninguém aqui tem um câncer que precisa ser extirpado!!!! A idéia do papa é eliminar a 'porção' doente do homossexual e transforma-lo em um heterossexual.

Feitas minhas ressalvar com relação a pessoa de Joseph Ratzinger, vamos às asneiras que ele disse.

Ele compara comportamento sexual com gênero e orientação sexual . vamos às diferenças:

Dicionário on line
-gênero segundo o dicionário on line: conjunto de seres com os mesmos caracteres essenciais;
-reunião de espécies que tem um ou mais caracteres comuns;
Comportamento: procedimento;
forma de proceder;
- orientação: ato ou efeito de orientar ou de orientar-se;

Explicando: Como ele deixa claro, Uma pessoa poder se identificar( identidade) como gay mas pode exercer( comportar-se) ou não como gay.
Eu, mulher( gênero), bissexual( orientação sexual) no momento sou apenas lésbica( comportamento) por que me relaciono a 4 anos APENAS com uma mulher.mas não deixei de sentir atração por meninos.

Deu pra entender a diferença?

O que Dona Benta diz é que Eu, mulher, Bissexual, só posso em comportar como heterossexual, pq a igrejinha dele condena a homosexualidade.Isso porque ele entende o seguinte nas palavras dele " - Não é o homem que decide, é Deus que decide quem é homem quem é mulher.", ou seja ele entende que quem se comporta como homossexual, sexualmente falando, é homossexual e quem se comporta como heterossexual é heterossexual.

Fofa, ta enganada nega. Não pensa que é porque vc não deu seu fiofo que vc nao é mona.

Veja bem, eu já sabia que era bissexual antes de em relacionar com mulher. POR QUE SEMPRE SENTI ATRAÇÃO POR MULHERES. Ou seja, meu desejo/atração se direciona(orientação) para ambos os sexos. Não é o comportamento que determina a orientação sexual,embora também a qualifique. Vamos nos informar mais Dona benta?

Quem sabe assim você deixa de fazer como sua velha amiguinha Hitler, que procurava "destruir" nos outros o que odiava em si mesmo?

Deu pra entender, ou quer que eu desenhe?


Finalizando. Final do ano, inúmeras catástrofes aconteceram,fome, miséria, guerras e conflitos no leste Europeu,atentados na India...Na hora de passar uma mensagem de paz e de esperança, essa criatura me abre a boca pra tentar promover uma caçada aos homossexuais?Tenha dó!!!
Que fique bem claro que ele nesse ano fez pelo menos 3 ou 4 discursos condenado a homossexualidade e o homossexualismo.Ou seja, Dona Benta é uma pessoa muitíssimo preocupada com a homossexualidade [dele], até mais do que outros assunto com menor importância do tipo 'promoção da paz, redução da desigualdade e pobreza....

Impressionante o rumo que vejo o mundo tomar....

Gostaria também de informar que o Vaticano se pronunciou contra a "descriminalização" da homossexualidade, junto com países muçulmanos. e ainda não se declarou a respeito e Eu tenho ORGULHO de dizer que o Brasil juntamente com França e mais outros já se manifestaram a favor. Mas esse é outro assunto que estou pra comentar.

O que eu quero dizer com isso é que: Em alguns países ser gay é crime, condenavel inclusive a pena de morte. E o Vaticano é contra a possibilidade da homossexualidade deixar de ser crime no mundo. Ou seja, o vaticano é a favor da perseguição, humilhação e até da morte de homossexuais, apenas pelo fato de serem homossexuais.

Qual o próximo passo, volta da inquisição, Senhor Joseph Ratzinger?


Desculpe-me pelo post gigante, mas fiquei MUITO chocada.

Homossexualismo- prático sexual, conduta homossexuais, ato.
Homossexualidade- identidade homossexual, identificação.

Fonte: Antropogeografia de Hatzel
e http://noticias.terra.com.br/mundo/novopapa/interna/0,,OI517003-EI4832,00.html